domingo, 3 de janeiro de 2010

Cabo-de-Guerra: um combate simbólico


     
     As antigas sociedades agrícolas íam buscar na religião e nos rituais de magia, proteção das forças da natureza. Foi assim que surgiu o Cabo-de-Guerra: uma disputa entre dois grupos situados cada qual na extremidade de uma corda, entre eles uma linha riscada no chão, ganha o grupo que conseguir puxar o adversário para o seu lado da linha.
     Hoje o Cabo-de-Guerra, é mais uma brincadeira infantil, mas para os antigos povos uma tradição, onde os grupos adversários representavam o combate das forças da natureza. Na Birmânia, por exemplo, os grupos defrontavam-se como "partido" da chuva. Segundo a crença popular, a vitória do "partido" da chuva, significava que não faltariam chuvas durante todo o ano.Na Coréia, aldeias vizinhas disputavam Cabo-de-Guerra, para advinhar qual delas teria a melhor colheita.
     Esse exemplo mostra que assim como as religiões, que tem muitos pontos em comum entre países diversos, o uqe lhes dá um caráter universal, também os jogos têm entre si muitos pontos em comum. Os jogos podem ser considerados, por isso, como uma criação coletiva de todos os homens em diferentes épocas, isto é, como uma valioso elemento da culturade uma sociedade.

JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER: TIRADENTES


    

Nascido em 1746, perto de São João Del Rei (MG), Tiradentes trabalhou em muitos ofícios - inclusive os de dentista, que lhe deu o nome pela qual é conhecido - até que sentou praça na Cavalaria de Minas, alcançando o posto de alferes (algo entre tenete e sargento).
     Com a tropa, começou a conhecer algumas idéia iluministas e passou a divulgar esses novos pensamentos. Porém, a suafalta decuidados levou um homem, de nome Joaquim Silvério dos Reis, a denunciar as conspirações da Inconfidência Mineira. Mesmo quando foi preso, em 1789, no Rio de Janeiro. Tiradentes defendeu a República e a abolição da escravatura. De todos os conspirantes, Tiradentes foi o único a admitir participação na Inconfidência Mineira.
     Em 21 de Abril de 1792 foi enforcado e esquartejado. Os membros de seu corpo foram espalhados por diversos postes nos caminhos ondepraticou conspirações. Suafamília não saiu ilesa, sendo condenada, também, de infame tendo todos os seus bens confiscados.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ORIGEM DO CAFÉ

Conta-se que o primeiro a fazer bebida dos frutos do cafeeiro foi Omar, exilado nas montanhas próximas da aldeia de Maca, no Imen.
A história mais divulgada é a que teria surgido na Asia, em Kafa, daí o seu nome. Certo pastor observara que suas cabras, ao comerem umas frutinhas vermelhas, ficavam lépidas.
O pastor experimentou uma delas e resolveu torrá-las para ferver em água e beber seu Iíquido. Sabe-se que os árabes cozinhavam os frutos secos em água, atá que esta se tornasse negra e espessa e que bebiamcomo estímulo para a travessia do deserto ou das noites de vigma, em defesa dos acampamentos. E o costume pegou.
O café foi conduzido em cafilas de lentos camelos até Damasco;  transportado em dhows, embarcações árabes, ate Constantinopla e chegou a Europa por Veneza. Foi para a Holanda e Alemanha.
Os árabes nao permitiam que a planta saísse das suas terras, para ficarem como fornecedores exclusivos dos grãos. Entretanto, um mercador holandes, em 1614, conseguiu levar um pé, de Moca para Amsterdã, onde foi plantado no Jardim Botânico. Esse foi o primeiro pé de café da Europa. Dele tiraram os holandeses as sementes que plantaram com um pé a Luis XIV, o Rei Sol, grande apreciador da bebida. E foi na França onde mais proliferaram os locais que serviam o cafe. Antes da França o costume tinha se alastrado em Londres. William Harvey, que descobriu como o sangue circulava, tomava café diariamente.
Um dos grandes apreciadores da estimulante bebida, Johan Sebastian Bach, criou uma"Cantata do Cafe", e Carlo Goldoni, pai da Comédia, na Italia, escreveu uma peça chamada "La Bottega di cafte". A ópera "Lo Schiavo", de Carlos Gomes, desenrola-se no cenário de uma fazenda de café. o Brasil, um dos últimos países a chegar o cafe; tornou-se rapidamente o maior pradutor e exportador mundial. As primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa, ao Pará, por Francisco Palheta.

O homem e os fungos



Alguns fungos são nocivos e outros não. São 100 mil espécies e algumas causam como aquelas que atacam as plantações e provocam doenças: ferrugem dos cereais, principalmente do trigo, hérnia da couve, podridão da batata, etc. Outras espécies podem até mesmo ser benéficas ao homem. É o caso dos fungos com os quais é possível se produzir a streptomicina e a penicilina - medicamentos vitais em algumas doenças. O mofo azul e o preto, comestíveis, sãousados na produção de ácido cítrico por fermentação. Vários fungos são usados na fabricação de queijos (Roquefort e Camembert), vinhos e pães. Outro, ajudam a fertilizar o solo, transformando matérias inorgânica em orgânica.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PSEUDÔNIMOS


Pseudônimo, do grego, significa falso nome. O pseudônimo somente é condenável quando alguém se esconde sob ele, fugindo de sua identificação. Muitas vezes o pseudônimo vem do próprio apelido, como geralmente acontece no esporte. Na literatura e nas artes,ele torna-se mesmo necessário. Muitos autores e atores terão em seu pseudônimo a repercussão do seu trabalho e a maioria adota-o, quando não abrevia o seu nome. Imaginem Picasso, cujo verdadeiro nome de batismoera Pablo Diego José Francisco de Paula João Nepomuceno Crispim de Las Santissima Trinidad Ruiz Blasco Picasso!
Monteiro Lobato conta ter escrito sob tantos pseudônimos, que ele próprio não poderia dizer quais foram todos eles. Quem conhece pelo nome de batismo João Baptista Bernardone? Ele foi o grande santo Francisco de Assis. Francisco (Francês) um apelido por gostar de música provençal dos franceses, ligou-se a cidade onde nasceu. Pseudônimo para os artistas e escritores é "merchandising". Soa melhor. Norma Jean Mortenson ficou como Marilyn Monroe. O cantor Dutra Farnésio da Silva, escolheu o pseudônimo de Dick Farney. O Crônista Arthur da Távola é Paulo Alberto Monteiro de Barros. Outro dos maiores cronistas do antigo Rio de Janeiro, João Paulo Emilio Cristóvão dos Santos Botelho, ficou conhecido simplesmente como João do Rio.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

OS CIGANOS

Os ciganos, povo basicamente nômade, tem origem desconhecida.
Estudiosos afirmam que se dispersaram a partir da India, há séculos, e que viveram durante muitos anos no Egito antigo. Falam língua propria, além da língua do país onde habitam.
Também possuem uma organização social econômica e política específica.
Outra forma de divisão interna desse povo diz respeito a "raça" ou
"tradição". Em outras palavras, diferenciam-se pelo local de proced\~encia, pela língua, pela Iinhagem ou pela tendência a sedentarização. O traje das mulheres são bastante característicos, mas os homens usam as vestes costumeiras do local onde vivem.
No Brasil há dois grandes grupos de ciganos. Os calon são considerados uma raça espúria, pois muitos cultivam a terra, suas mulheres já usam saia curta e há casamento com brasileiros. O outro grande grupo é composto por ciganos kalderash, kastigere, mordovaia e matchuaia. No Brasil, muitos ciganos moram em casas e são bastante ricas. Isso, porém, em nada afeta sua vida típica e seus conceitos.

Craterização lunar

A craterização foi o processo dominante na modelagem da supertfcie lunar. O diametro das crateras varia de algumas centenas de quilometros (facilmente visíveis a olho nu) a poucos micrometros. Essas crateras microscópicas são abundantes nas rochas e mesmo nos grãos que constituem a porção fina (0 regolito) da superfície lunar. Em geral, 0 tamanho médio das crateras presentes numa região da superfície lunar indica sua idade: as áreas de formação recente apresentam crateras de maior diametro. Esse fato vincula-se de modo direto ao tempo durante 0 qual um determinado local permaneceu exposta ao bombardeamento meteorítico: afinal, as regiões mais antigas sofreram necessariamente mais impactos. Alem de fornecerem um metodo indireto para determinar a idade relativa das varias regiões lunares, as crateras proporcionam informações sobre outros processos que afetaram a Lua. O estudo da forma da cratera e da distribuição dos materiais expelidosno momento de sua formação permite a determinação da natureza do projétil, sua energia e a direção do impacto. Para melhor compreensão das estruturas resultantes, estudaram-se as crateras terrestres de origem meteorítica fizeram-se programas de simulação do processo de impacto, com 0 uso de diversos recursos, entre eles 0 usa de explosivos e mísseis.